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MEIO: A CASA QUE SONHA REVOLUCIONAR O TURISMO EM SANTARÉM

November 15, 2017

 

Há muito que o encontro estava marcado e na hora combinada lá estava a Isabel, a mentora do MEIO, à minha espera. Depois de 11 anos a trabalhar como socióloga na área da saúde, Isabel ponderou e sentiu que era altura de parar e dedicar-se a outros sonhos. Deste sonho, nasceu o MEIO, uma casa de turismo e de formação. Pode parecer confuso este conceito, mas faz todo o sentido, se tivermos em conta a história da casa.

 

Na família há 4 gerações, todo o movimento de Alcanede passava por aqui. A bisavó era professora primária e dava aulas nesta casa. Ao mesmo tempo, era casa agrícola empregando grande parte da população da terra. E ainda era local de ensaios de teatro. Sempre foi casa cheia e é assim que Isabel e o irmão (também ele um dos proprietários), a querem voltar a ver.

 

Récita na casa nos anos 80

 

Plateia na casa na década de 80

 

Ensaio de récita na casa nos anos 50

 Casa nos anos 70

 Casa nos anos 70

 

Material de ensino usado pela bisavó

 

Livros de estudo de antigamente

 

 

Depois de obras de remodelação, de imensas burocracias ultrapassadas e da ajuda de amigos e familiares, o MEIO abriu. Faz agora um ano que recebe clientes.

 

Os que querem apenas um local de sossego para descansar, os que querem aprender com as ofertas formativas disponíveis ou os que querem absorver tudo o que a casa tenha para dar.

 

Casa atualmente

 

 

Os pequenos pormenores fazem a diferença, mas quem faz a casa são Isabel e o seu fiel ajudante Michael. Sempre disponíveis e de sorriso fácil, são a alma do MEIO.

 

 Isabel, eu e o Michael

 

 

 

 

 

 

 

 A casa conta com 7 quartos duplos, todos com casa de banho privativa, cozinha, sala e varanda comum a uso do cliente, uma sala de formação, um elevador, um jardim com produtos hortícolas e um lagar com mais de 200 anos. Os pequenos detalhes dão “cor” à casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lagar com mais de 200 anos e um sobreiro centenário

 

 

 

Isabel sabe que o caminho não é fácil, até porque quem pensa em Santarém, concelho onde o MEIO se insere, não pensa em lugar para ficar, mas sim como local de passagem. Só que depressa mudei de ideias, depois de uma visita pela área circundante ao espaço.

 

A destacar:

 

– PONTE ROMANA – Mesmo à saída do MEIO encontra-se uma ponte romana que faz a travessia da ribeira de Nede. É conhecida por estar num dos caminhos mais antigos que ligava Santarém a Porto de Mós. Foi também caminho de peregrinos para Santiago de Compostela.

 

 

– CAPELA DA MISERICÓRDIA – Templo barroco, denominado anteriormente de Ermida do Espírito Santo.

 

 

– PELOURINHO DA VILA DE ALCANEDE – Construído em 1883, localiza-se no centro histórico da vila e espelha o caracter romântico e revivalista sob o qual foi concebido.

 

 

 

– IGREJA MATRIZ DE ALCANEDE – Fundada por D. Afonso Henriques por volta de 1163, foi posteriormente doada. O edifício sofreu diversas obras ao longo dos anos, mas o interior continua a ostentar uma riqueza a nível da azulejaria portuguesa.

 

 

– CASTELO DE ALCANEDE – Em 1901 foi conquistado às forças muçulmanas pelo conde D. Henrique, a sua passagem definitiva a cristão, deu-se já no reinado de D. Afonso Henriques. Em 1513 um violento terramoto que abalou toda a Estremadura, marcou o início da sua decadência. Só veio a ser reabilitado em 1941.

 

 

 

– PARQUE NATURAL DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS – Com uma área de 35 mil hectares, abrange diversos municípios, tais como: Santarém, Alcobaça, Rio Maior, Torres Vedras, Ourém… Mais de seiscentas espécies vegetais podem ser encontradas no parque e em termos de fauna, o destaque vai para o morcego, principalmente devido à quantidade de grutas existentes.

 

 

 

– ERMIDA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES / MATA DO REI: Conta a lenda que quando um carvoeiro que fazia carvão de urze, se preparava para escavar um buraco na serra, ouviu uma voz feminina a alertá-lo para não esburacar naquele local, porque ali iria sair água. O carvoeiro continuou e a água apareceu. Comunicou a boa nova à população, que ocorreu ao lugar em romaria. No local escavado descobriram uma imagem de Nossa Senhora das Neves. Ergueram uma pequena ermida onde está ainda hoje a imagem da Santa. Todo o caminho até à ermida está marcado com cruzes e em Janeiro a população faz uma romaria até à ermida.

 

 

 

 

 

– ALGAR – Descoberto em 1985, esta gruta é detentora de uma magnífica paisagem subterrânea. Visitas acessíveis mediante marcação.

 

 

 

– PEGADAS DE VALE DE MEIOS – Em Vale de Meios uma enorme área tem a descoberto pegadas de dinossauros que por aqui terão passado há 168 milhões de anos. Estas pegadas são vistas a “olho nú” e podem ser visitadas por todos.

 

 

 

– FÓRNEA – Estrutura “escavada” em calcário, cuja formação se iniciou há mais de 200 milhões de anos.

 

 

 

 

 

– SALINAS DE RIO MAIOR – Mantendo as regras de utilização e gestão com mais de séculos de história, estas salinas são classificadas como Imóvel de Interesse Público. O sal é armazenado em construções de madeira.

 

 

 

– OLHOS DE ÁGUA – Aqui nasce o Rio Alviela, sendo a nascente mais importante do nosso país, no que diz respeito a caudais emitidos.

 

– LAGOAS DE ARRIMAL – Estas lagoas têm o fundo em argila e as suas águas servem de bebedouro para o gado, para rega e uso doméstico.

 

 

 

PARA OS MAIS GULOSOS:

 

– CELESTE (doce conventual de Santarém)

 

 

– BOLO DA NOIVA (é do género de uma broa grande e que se oferece no dia do casamento aos convidados)

 

 

Depois de um dia de passeio, a mesa do MEIO encheu-se de comida e de boa disposição.

 

 

 

 

O sono surgiu e o aconchego do quarto nº5 recebeu-me para uma noite de descanso.

E na cabeça ficou-me um pensamento, “esta casa está cheia de história, mas sente-se que muito mais histórias vai ter para contar…”.

 

 

 

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