DESCUBRA SÃO MIGUEL, A MARAVILHA DOS AÇORES


São Miguel faz parte de um conjunto de nove ilhas que compõem os Açores. São uma das maravilhas de Portugal, mas até então pouco exploradas. O acesso das companhias aéreas low cost, desde 2015, começou a catapultar estas ilhas para os roteiros turísticos mundiais. São cada vez mais os turistas e portugueses do continente a visitá-las. Certamente que com toda esta “publicidade” de que tem sido alvo, em breve muito mudará, por isso se quer sentir os Açores “autêntico”, comece já a fazer a mala.

A ilha está muito bem sinalizada, por isso o meu conselho é agarrar num mapa, alugar um carro e aventurar-se. A melhor forma de se organizar é dividir a ilha por zonas e todos os dias faz uma delas, o que dá para fazer em 3 ou quatro dias, dependendo do tempo que quer passar em cada local.

OBRIGATÓRIO VISITAR:

LAGOA DAS SETE CIDADES

Esta foi uma das minhas lagoas preferidas, mas melhor ainda é a vista que se consegue ter através do terraço do hotel abandonado Monte Palace. Perca o medo e suba as escadas do hotel até ao cimo e lá pule o buraco de uma janela que lhe dará acesso ao terraço. Aproveite enquanto ainda tem acesso, porque soube que o hotel já foi comprado por um grupo de árabes, como tal, em breve o acesso vai ser restrito.

É pena perdermos esta vista magnífica daqui, mas vai ser certamente um hotel espetacular, com os quartos virados mesmo para a Lagoa.

Esta lagoa caracteriza-se pela dupla coloração das suas águas (se bem que esta diferenciação de cor começa a se desvanecer), sendo dividida por uma ponte que pode atravessar de carro, separando de um lado a lagoa de tom azul e do outro a lagoa de tom verde.

Outro dos locais que lhe permitirá tirar fotos espetaculares, é na Vista do Rei. O caminho até lá é meio “apertado” para dois carros, mas não deixe de ir, porque vai ficar impressionado.

LAGOA DO FOGO

Esta lagoa é outro dos ex-libris da ilha. Ao longo da estrada muitos são os miradouros que lhe oferecem uma vista deslumbrante. É a lagoa que está mais no alto, isto porque se encontra no cimo de uma montanha a 949 metros. Como tal, agasalhe-se, porque o tempo costuma estar nebulado e com vento. Se conseguir ver a lagoa à primeira, acredite que é um sortudo.

FURNAS (na zona de Povoação)

Aqui tem muito para ver, a lagoa, as fumarolas, com custo de 50 cêntimos por pessoa para entrar no parque, e as caldeiras no centro da vila.

LAGOA – Pode alugar um barco para passear na lagoa, andar de bicicleta, ou sentar-se num dos jardins à beira da lagoa e fazer um piquenique.

FUMAROLAS – Cada tacho de cozido deve ficar seis horas dentro do buraco. Tente ir pelas 12:30 para ver a tirarem os tachos com o cozido. O cheiro a enxofre é forte, mas deve experimentar nem que seja pela experiência. Escolhi o restaurante Vale das Furnas, onde por uma dose para duas pessoas, que dava para três, paguei 19 euros. O sabor era bom, só o cheiro me fazia confusão, mas nada que me impedisse de comer.

CALDEIRAS – Não deixa de ser interessante ver imensos buracos com água a escaldar. São as caldeiras, zona de manifestação de vulcanismo ativo, com várias “bocas” a lançarem água a ferver e lamas medicinais. Tenha o cuidado de não se chegar muito perto, não se vá queimar.

NOTA: Comer o típico bolo levedo, que é proveniente desta região, Parecido com o bolo do caco da Madeira, mas na minha opinião com um sabor mais doce, mas igualmente saboroso.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA PAZ (Perto de Vila Franca do Campo)

Esta igreja fica no alto e com uma vista incrível sobre parte da ilha. O acesso é fácil, mas se não encontrar as placas de orientação peça a alguém que lhe indique o caminho. A igreja é pequena, mas graciosa e vale bem as inúmeras escadas que tem que subir para a alcançar.

CALDEIRA VELHA (na zona da Ribeira Grande)

A entrada no parque da Caldeira Velha custa 2 euros por pessoa, mas vale a pena, pela florestação, pela cascata e pela piscina natural de água quente. O parque tem cestos para colocar a roupa e casas de banho para mudar de roupa e tomar um duche.

PARQUE TERRA NOSTRA (junto às Furnas)

Composto por 12 hectares, este parque conta com a visita de mais de 75 mil visitantes por ano. Depois de ter sido um local muito movimentado e onde se movia a elite da ilha, no século XX foi abandonado, acabando por se degradar. Mas em 1935 uma empresa adquiriu os terrenos adjacentes e acabou por adquirir também o parque, renovando a casa do Parque e reabilitando o terreno. Posteriormente vieram a abrir o hotel Terra Nostra, um hotel que tem recebido prémios internacionais.

Este foi um dos locais que me gostei de visitar. A entrada custa 5 euros por pessoa, mas dá-lhe direito a passar o dia a desfrutar das piscinas termais do parque, com águas entre os 35ºc e os 40ºc. Além da piscina principal, tem também duas “poças” onde se banhar. O parque está muito bem preparado com balneários. Mas não se fique só pelas piscinas, aproveite para dar um passeio pelo parque e descobrir mais de 600 espécies de camélias, oriundas de várias partes do mundo.

Outra boa opção para desfrutar do parque é ficar instalado no hotel Terra Nostra, que lhe dá acesso direto ao parque, sem ter que pagar e podendo usufruir dele até às 23h.

RIBEIRA DOS CALDEIRÕES (na zona do Nordeste, na Achada)

Este parque apresenta cascatas fabulosas e zonas de picnic bem preparadas para receber o visitante. Com bar de apoio, wc e zona para fazer grelhados, este é um local encantador para passar o dia.

CENTRO DE PONTA DELGADA

Ponta Delgada tem ganho cada vez mais vida e tem estado a acompanhar o número de turistas que tem vindo a aumentar. As portas da Cidade e a igreja Matriz são os locais mais característicos da cidade. Mas a verdade é que tem muito por descobrir e a melhor forma é mesmo fazendo-o a pé.

O que mais me impressionou na cidade foi o facto de ser cosmopolita, oferecendo locais para dormir e para comer de uma qualidade excecional. Partir daqui para explorar o resto da ilha pode ser a melhor opção.

PLANTAÇÃO DE ANANÁS (em Fajã de Cima)

Habituada a ouvir dizer que o ananás dos Açores é o melhor que existe, quis ir perceber porquê e visitei uma plantação na Fajã de Cima. O ananás vai passando de estufa em estufa, até que 18 meses depois estão prontos para comer, com características únicas que o reconhecem como o melhor ananás do mundo.

CHÁ GORREANA (na zona da Ribeira Grande)

A fábrica de chá Gorreana merece uma visita, nem que seja por ser a mais antiga e neste momento a única plantação de chá da Europa. A funcionar desde 1883, mantendo as tradições com mais de cinco gerações.

A fábrica produz dois tipos de chá, o chá preto e o verde com algumas variantes. Pode visitar os campos de plantação, as máquinas e deliciar-se gratuitamente com uma chávena de chá no bar que existe no edifício principal.

Gostei desta visita, mas sinto que poderiam rentabilizar o espaço, fazendo visitas guiadas, porque é uma pena terem tanta história, mas nada mais que um vídeo a contextualizar.

IGREJA DE SÃO NICOLAU (no centro da localidade de Sete Colinas)

Mesmo no centro da vila vai encontrar esta igreja. Junto a ela encontra-se um campo de pasto onde as vacas não podiam faltar.

Aproveite para dar um passeio a pé pela localidade e conhecer um pouco mais da rotina da população.

RIBEIRA GRANDE

Aproveite para dar um passeio a pé pelo centro da cidade e tirar umas fotos junto à Ponte dos Oito Arcos ou mesmo à Igreja Matriz.

FERRARIAS

Na localidade de Ferrarias, pode aproveitar para dar um mergulho quente nas piscinas naturais formadas no mar, ou ir até à piscina quente das Termas. O farol é também outra atracção turística. Construído em 1901, acabou por ser electrificado em 1951.

MOSTEIROS

Aqui a grande atracção é a praia de areia preta, que está bem preparada para receber visitantes durante a época alta, com os balneários na areia.

LAGOA DAS EMPADADAS

Esta lagoa é pouco turística, mas muito bonita e digna de se ver. Vi do alto e confesso que foi por acaso, quando andava no campo atrás de umas vacas para tirar uma foto.

LAGOA DOS CANÁRIOS

Mais uma das muitas lagoas, com acesso através de um parque de vegetação bonita.

LAGOA DE SÃO BRÁS

Completa surpresa, vi as placas na estrada e pensei, deixa lá ir ver se é diferente das outras. Fui logo recebida por um conjunto de patos, que mal sai do carro insistiam em me perseguir. Dei-lhes pão, tirámos umas fotos e meti-me de novo a caminho.

DICAS IMPORTANTES:

– Levar ténis confortáveis para caminhar, daqueles que são todo o terreno e que não tem medo de sujar, porque pode ter que andar em cima de lama;

– Andar sempre com um casaco atrás, porque na ilha consegue apanhar as quatro estações do ano num só dia;

– Comer bem é em Ponta Delgada, de resto fica complicado, nem nas Sete Cidades, um local que recebe muitos turistas, a oferta ainda é limitada. Para não sentir a pressão de ter que parar para comer, anda sempre com algum snack. O que me acontecia muitas vezes, é que andava por caminhos sem nada e de repente pensava, “ups, estou com fome e agora?”;

– Pode sempre optar por fazer um piquenique, podendo mesmo grelhar carne ou peixe. Ao longo da ilha vai encontrar vários pontos preparados com churrasqueiras, mesmo em locais imprevisíveis, como por exemplo, no Miradouro da Madrugada, no caminho entre Povoação e Nordeste;

– Ir parando pelos diversos miradouros que estão sinalizados ao longo da estrada e deixe-se maravilhar pela vista;

– Visitar o mercado em Ponta Delgada e passar na banca “Sabores” e beber um sumo natural de ananás. Aproveitar ainda para comprar ananás nas bancas e um dos muitos queijos que os Açores tem para “oferecer”.

COMO CHEGAR A SÃO MIGUEL

A maneira mais fácil é voar de Lisboa ou Porto para Ponta Delgada. A TAP e a SATA já fazem este percurso há muitos anos, mas mais recentemente as companhias aéreas low cost Easyjet e Ryanair começaram a vender voos diários, com preços a partir de 50 euros.

ONDE DORMIR

Hotel Hintze Ribeiro (Ponta Delgada)

Hotel bem no centro da cidade, com uma decoração moderna, uma loja de roupa multimarcas e um bar com ofertas para todos os gostos.

Preços entre os 100 e os 150 euros por noite.

Hostal Thomas (Ponta Delgada)

Numa rua de grande movimento, a pé do centro de Ponta Delgada. De hostel só tem mesmo o nome, porque todos os quartos estão equipados com casa de banho privada.

Preços entre os 40 e os 60 euros

Hotel Terra Nostra (Furnas)

Dentro do Parque Terra Nostra, este hotel dá acesso direto ao parque e conta com um serviço requintado, não tivesse ele ganho diversos prémios na área da hotelaria e bem-estar.

Preços entre 100 a 180 euros.

ONDE COMER

Restaurante “A Tasca” (Ponta Delgada) – É preciso fazer reserva com antecedência, porque está sempre cheio. Arrisquei ir duas vezes sem reserva e nunca consegui mesa. Como dizem que à terceira é de vez, com reserva feita, lá conseguir apreciar e perceber o porquê de tanta fama.

Entre os vários petiscos que comi, aconselho a experimentar as Cracas, que mesmo tendo pouco para comer, o sabor a mar é forte e as Lapas grelhadas com molho de laranja. Nota 10 para o serviço e para a comida.

Restaurante Colégio 27 (Ponta Delgada) – Apesar do preço ser acima da média, garanto que vale a pena, nem que seja apenas uma vez. A comida é de grande qualidade, assim como o serviço, a carta de vinhos e a música jazz ao vivo.

Taberna do Açor (Ponta Delgada) – Gaba-se de ser a tasca mais antiga da ilha. Aposta em petiscos, por isso se pensa em ir pedir um prato esqueça. As tábuas com diversos queijos e enchidos são o que tem mais saída. Preço dentro da média, cerca de 10 a 15 euros por pessoa, dependendo da fome.

Restaurante Terra Nostra (Furnas) – Este restaurante fica dentro do Hotel Terra Nostra e conta com um serviço excecional. Comida típica com um toque de requinte.

ONDE BEBER UM COPO EM PONTA DELGADA

Bar do hotel Hintze Ribeiro – Além de oferecer uma carta de bebida muito variada, tem ainda uma extensa lista de comida.

Lisboa Menina e Moça – Tasca de fado, com ambiente calmo a média luz. Garrafeira de vinhos com muita diversidade.

Cantinho dos Anjos – Este bar fico na mesma rua do Hintze Ribeiro e está sempre cheio. Ambiente mais descontraído, também com a possibilidade de comer um snack rápido. Nota-se que é um dos preferidos dos jovens habitantes da ilha.

ONDE ALUGAR CARRO

Muitos são os stands que oferecem serviço de aluguer de carro. Pode fazer a reserva online ainda antes de chegar à ilha ou então marcar nos diversos existentes no aeroporto. Eu marquei tudo telefonicamente com a Auto Ramalhense, que me entregou um Opel Corsa à chegada ao aeroporto e que o recolheu no meu regresso a casa. Paguei 28 euros por dia, por ser um carro de Classe B e fiquei bastante satisfeita.

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